sexta-feira, abril 21, 2017

As Sinopses do Netflix

quinta-feira, abril 20, 2017

Não sei o que vos diga...

quarta-feira, abril 19, 2017

Miss Sloane (2016)

Surpreender mas nunca ser surpreendida, usar o seu trunfo apenas depois dos adversários usarem o deles. Elizabeth Sloane é, ironia das ironias no título nacional do filme de John Madden ("Shakespeare in Love"), uma Mulher de Armas, logo ela que dá a cara pelo lobby que tenta aniquilar a segunda emenda da constituição norte-americana, num país onde os vibradores são proibidos em alguns estados, mas uma semi-automática não. Um papelaço de uma das melhores actrizes da actualidade, numa interpretação cheia de speed e garra de Chastain, que demonstra bem como os lobbys controlam o senado e tudo o que lá é aprovado ou rejeitado. Como que um soundbite portentoso de duas horas, com uma reviravolta muito satisfatória, ainda que algo previsível para o mais atento dos espectadores.

terça-feira, abril 18, 2017

Nas Nalgas do Mandarim - S04E11

segunda-feira, abril 17, 2017

domingo, abril 16, 2017

Quarantine 2: Terminal (2011)

Ao contrário do seu predecessor, um remake do espanhol "[Rec]" feito sem alma nem nada de novo que o justificasse, "Quarantine 2: Terminal" é uma sequela direct-to-video capaz, sem para isso precisar de grande orçamento, nomes sonantes ou sequer relacionar-se com as ideias da saga de terror original. John Pogue - guionista de "U.S. Marshals" e "The Skulls" - escreve e realiza (pela primeira vez) uma narrativa de ambiente tenso e cativante durante quase uma hora, sem recorrer ao já tão batido found footage e colocando o conceito viral dentro de uma estrutura clássica de herói e vilão. Melhor do que se esperaria e, quem sabe, não ficará um dia na história com a estreia cinematográfica de Mercedes Mason. Brasa.

sábado, abril 15, 2017

Aldo Raine no Afeganistão!

sexta-feira, abril 14, 2017

Paula Patton sueca

quinta-feira, abril 13, 2017

Machete Maidens Unleashed! (2010)

Documentário australiano sobre a produção internacional de filmes exploitation nas Filipinas durante as décadas de setenta e oitenta, "Machete Maidens Unleashed!" é uma viagem partilhada entre Roger Corman, John Landis, Joe Dante, Eddie Romero e outros tantos nomes de culto da série B a um género cinematográfico que marcou não só a cultura popular de gerações (em drive-ins e cinemas grindhouse) como a própria indústria. O exploitation era uma pura questão de marketing: vender sexo, histórias irrisórias, maminhas ao léu - muitas maminhas ao léu -, explosões, sangue, transplantes de cabeças e mulheres sensuais, tudo filmado da forma mais barata possível para encher os bolsos o máximo possível. Eram os good old days, onde fazia-se cinema por divertimento, passava-se para a tela qualquer ideia estúpida e o lema era simples: se gostarem do título, provavelmente vão gostar do filme, porque um será tão pateta quanto o outro. O tempo das mulheres heroínas ao mesmo tempo em que eram exploradas de forma completamente gratuita, da influência de uma simples chamada de Corman - foram tantas as carreiras que lançou - e da sexyness de Pam Grier e outras tantas ninfas de pouco talento mas muitos talent(.)(.)s.

quarta-feira, abril 12, 2017

Tic Tac, Motherfuc*er

terça-feira, abril 11, 2017

Tickling Giants (2016)

De quando em vez, aparece um documentário do nada no Netflix que merecia ser visto por todos aqueles cujo conceito de herói passa pelas botas do Cristiano Ronaldo ou a noção de opressão e dificuldade assenta na má disposição e intransigência do chefe no trabalho. Os outros todos também, mais não seja porque "Tickling Giants" é uma enorme lição política e social sobre o passado, presente e futuro do Egipto, uma que rapidamente contextualiza muitos dos problemas actuais que tantas vezes enchem jornais e noticiários. Duas horas que atravessam a curta carreira humorística de Bassem Youssef, o Jon Stewart egípcio ex-cirurgião, desde o seu programa sensação no YouTube durante o regime de Hosni Mubarak ao show de sátira política na televisão com uma audiência de quarenta milhões que acabaria banido e censurado por uma "democracia eleita com 98,6% dos votos". A sátira como arma contra uma retórica nacionalista, como vacina contra o medo. Porque a revolução não é um evento, é um processo, e a liberdade de um povo será sempre julgada pelo volume do seu riso. Jon Stewart tens toda a razão, tu é que és mesmo o Bassem Youssef americano.

segunda-feira, abril 10, 2017

They need a Pepsi

domingo, abril 09, 2017

Aftermath (2017)

A história base não é nova. É, aliás, bem conhecida para qualquer controlador de tráfego aéreo como eu: o desastre aéreo de Überlingen em 2002. Uma ou outra alteração na tela sem razão aparente que não simplificar um mundo complexo para o mais comum dos cinéfilos - nível de cruzeiro vs altitude de aproximação, centro de controlo de área vs torre, mulher e dois filhos vs mulher e uma filha, número de mortos, localização etc. - mas, no fundo, a essência de toda a tragédia está bem presente no filme de Elliott Lester ("Blitz"), produzido por Darren Aronofsky. Um drama pesado, que arde lentamente, que pesa na consciência de qualquer um que se consiga colocar nos sapatos do peão e do vilão, aqui ambos vítimas de uma situação impensável. Schwarzenegger cumpre bem num espectro raro na sua carreira mas é Scoot McNairy quem dá cara a toda uma onda depressiva que envolve a narrativa. Não será para todos, mas aqui em casa deixou marca.

sábado, abril 08, 2017

Nas Nalgas do Mandarim - S04E10

sexta-feira, abril 07, 2017

Split (2016)

Dentro da sua aparente complexidade - três raparigas raptadas por um homem com vinte e três personalidades completamente distintas -, "Fragmentado" é de uma simplicidade e linearidade narrativa exemplar. Goste-se ou não do estilo de Shyamalan - e eu aprecio muito os seus anti-heróis/vilões dotados de características extraordinárias, a importância que consegue sempre conferir a personagens infantis e a facilidade com que cria momentos de incerteza -, a verdade é que o realizador de "O Sexto Sentido" sabe filmar e escrever para todos os públicos, dos pipoqueiros aos cachimbeiros. "Split", ainda que distante da mestria e imprevisibilidade dos clássicos de início de carreira do indiano, consegue belíssimos momentos de cinema na sua primeira hora - que papelaço de James McAvoy -, pecando apenas pelo seu desfecho vulgar - logo ele, o mestre dos twists - e esperado. E aquele piscar de olhos final a "O Protegido"? Eu gostei.

quinta-feira, abril 06, 2017

quarta-feira, abril 05, 2017

Don Rickles (1926-2017)


"Don Rickles was an insult comic in the same way that Picasso painted squares. Rickles, who died today of kidney failure at the age of 90, could seem antiquated to contemporary eyes, but there’s a reason fellow comedians revered him. Rickles’ shtick was simple: Find people in the crowd and make fun of them. (He asked nightclub owners to seat the funny-looking patrons up front.) But even into his later years, he worked variations on that simple theme with dizzying speed, and with a singular lack of fear." [Slate]

terça-feira, abril 04, 2017

The Discovery (2017)

Se a existência de uma vida pós-morte fosse provada, sem margem para dúvidas, de forma científica, o suicídio seria um lugar comum? É com esta premissa fenomenal que "The Discovery", produção independente da Netflix, arranca. Daqui em diante, quase todas as abordagens narrativas seriam possíveis, tendo o californiano Charlie McDowell ("The One I Love") optado por uma mais intimista na forma clássica de uma história de amor. E se esta acaba por ser carburada de forma calma e simpática ao longo de hora e meia de fita, todo o conceito fenomenal que serve de premissa sofre de uma total falta de ambição, imaginação ou mesmo astúcia para explorá-lo de forma minimamente satisfatória numa perspectiva global. E assim, o que poderia ter sido um sci-fi out of the box, acabou por se tornar num drama romântico sem grande química ou profundidade emocional - culpa talvez de Jason Segel, que não tem o que é preciso para levar um filme destes às costas.

segunda-feira, abril 03, 2017

domingo, abril 02, 2017

Trump Warming

sábado, abril 01, 2017

Black Mirror (S3/2016)

Muito podia ser dito sobre a terceira temporada da extraordinária "Black Mirror"; que tem o melhor e o pior que a série já fez; que varia de sub-género dentro do género com uma audácia fenomenal; que usa muitos dos nossos medos e vícios actuais como arma carregada de cartuchos de ansiedade contra o nosso futuro. Seis episódios, cada um deles um poço de ideias passível de ser explorado durante longas linhas. Mas fico-me pelo quarto, "San Junipero", de longe o meu favorito do já longo historial da série britânica de antologia idealizada por Charlie Brooker. Porque é sci-fi com coração, porque pela primeira vez terminou uma história com uma mensagem de esperança e não de angústia, porque explora de forma perfeita a nossa saudade nostálgica - que grande redundância poética só possível na nossa língua - da década de oitenta, porque nos deixa gratos pela vida, pela música e pelo amor, porque aniquila com a segregação racial e sexual num cenário idílico que já tanto sofreu com isso (África do Sul), qual ironia refinada num conceito narrativo que nos despistou até muito perto do final. Se fosse um filme, seria um clássico. Assim, como episódio de televisão isolado que passa num instante, a revisita quase instantânea torna-se fundamental. Pelas pistas que foram sendo deixadas durante quase todos os momentos, das sensações às palavras, que num primeiro visionamento pouco importaram. Cinematografia de excelência, interpretações de luxo (Gugu Mbatha-Raw e Mackenzie Davis) e uma sonoplastia com uma identidade fortíssima. O amor, aquele amor, que transcende o tempo, o espaço e, porque não, a limitação física do nosso corpo. A eternidade através da recolocação da nossa alma. Irresistível e apaixonante. Obrigatório, mesmo para quem nunca viu um único episódio de "Black Mirror".

sexta-feira, março 31, 2017

Why Action Scenes Have Become So Boring

"But here’s the harsh truth: Most Hollywood franchises aren’t just bad; their action scenes are boring. (...) While that stuff looks amazing in a trailer, there’s a reason most trailers only last a minute or two: the action itself is an assault on the viewers’ senses. Spatial orientation has became a rarity, and pacing only comes in the form of cutaways to exposition that reminds the viewer of the context/plot — basically, that there are living, breathing humans somewhere in this mechanical ballet." [IndieWire]

quinta-feira, março 30, 2017

Nas Nalgas do Mandarim - S04E09

quarta-feira, março 29, 2017

Jessica Jones (S1/2015)

Enquanto heroína - ou, neste caso, anti-heroína -, a personagem que dá nome à série da Marvel concebida para a Netflix tem pouco interesse. O que vale, e muito, à primeira temporada de "Jessica Jones" é a existência de um vilão irrepreensivelmente bem construído e apresentado de base não só no seu poder - controlo de mentes - como na sua grande fraqueza, uma paixão não correspondida pela detective privada interpretada por Krysten Ritter. Sempre que Kilgrave (o escocês David Tennant, cara bem conhecida da excelente "Broadchurch") entra em cena, o magnetismo do espectador pela sua crueldade despreocupada é inevitável. Tudo o resto, de Luke Cage a Trish Walker, acaba por ser mal trabalhado, enfiado a espaços numa narrativa que arranca a soluços mas lá consegue endireitar-se nos episódios finais. O finale, esse, longe de desiludir, acaba ainda assim com o único motivo de interesse da série. Segunda temporada? Estou nem aí.