sábado, janeiro 21, 2017

Take Me To Pitcairn (2013)

Um vendedor londrino de papagaios de fio decide viajar para aquele que muitos consideram ser o local mais remoto do planeta, um arquipélago habitado por menos de cinquenta pessoas, visitado anualmente por menos turistas do aqueles que vão ao Polo Sul. Tratam-se das Ilhas Pitcairn, território sobre a alçada britânica, no meio do Oceano Pacífico, longe de tudo e todos, acessível apenas por mar. Julian McDonnell, o tal vendedor de papagaios, é também ele o realizador deste documentário amador premiado numa série de festivais independentes, muito por mérito da forma divertida e histórica - a origem dos seus habitantes provém de uma famosa revolta a bordo de um galeão inglês que já serviu de base para filmes com Marlon Brando, Mel Gibson ou Anthony Hopkins - como McDonnell constrói e apresenta a viagem impossível. Sem orçamento, sem equipa de filmagem, sem certezas, "Take Me To Pitcairn" apenas peca por não conseguir manter o ritmo e a dinâmica divertida após finalmente chegar às Pitcairn, mostrando muito pouco do que é a vida numa ilha onde só há electricidade durante a noite, para poupar o gerador a diesel que por lá anda. E sabem como sei eu disto? Wikipedia. Porque o documentário perdeu toda a sua objectividade quando pôs os pés em terra firme.

sexta-feira, janeiro 20, 2017

Jerry Seinfeld & Netflix

"Jerry Seinfeld has just struck a new deal with Netflix that effectively makes the streaming service the new home for all of his comedic endeavors. This includes stand-up specials, his continuing series Comedians in Cars Getting Coffee, and the potential for new programming from the comedian." [/Film]

quinta-feira, janeiro 19, 2017

Afterlife

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Que desilusão, Prime!

A Amazon Prime Video - serviço de streaming de filmes e séries da multinacional de Jeff Bezos, concorrente directa da Netflix - abriu-se ao mundo no passado mês de Dezembro, ficando disponível em mais de duzentos novos países, Portugal incluído. Ora bem, absolutamente dependente do streaming da Netflix nos dias que correm - é na televisão, nos tablets, até na porra dos telemóveis numa simples viagem de comboio -, olhei para esta alternativa como uma nova droga - ainda por cima barata (2,99€ por mês nos primeiros seis meses, o dobro depois) - que podia injectar no sistema e dar mais um kickzinho ao vício. Pois bem, depois do impacto inicial positivo - a nova aventura da malta do Top Gear num 4K infalível e várias séries mais antigas -, destapou-se o véu sobre uma mão-cheia de defeitos quase inevitáveis para um serviço sem qualquer tipo de acompanhamento em território luso:

a) um mês depois da estreia, material novo adicionado foi... zero. Lá fora, são dezenas de novos títulos todos os dias, de todas as décadas e géneros, como podem confirmar aqui;
b) legendas com várias gralhas, abrasileiradas ou mesmo... ausentes em vários episódios e filmes, nem sequer disponíveis em inglês;
c) vários episódios e filmes mais antigos em formato 4:3;
d) a navegação na aplicação, seja no telemóvel ou na televisão, completamente arcaica quando comparada com a subtileza dos menus e do motor de pesquisa da Netflix;
e) mesmo aquela opção que seria o seu grande trunfo em relação à concorrente - a possibilidade ilimitada de download para visualização offline de qualquer conteúdo - acaba por ser um tiro ao lado, pois o download é feito com o primeiro áudio disponível nas opções, que nem sempre é o original/inglês.

Em suma, bendita sejas Netflix. Desculpa o meu pequeno affair, a minha marotice extra-conjugal com o Prime. Estou de volta a ti e sou todo teu. Bem, teu e do Sr. Joaquim, claro.

terça-feira, janeiro 17, 2017

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Sherlock (S4/2017)

A quarta temporada da britânica "Sherlock" tinha tudo para funcionar: a morte de uma personagem-chave no primeiro episódio, um vilão inquietante - o brilhante Toby Jones, com um talento inversamente proporcional ao seu tamanho - no segundo e aquela que poderia ter sido a personagem mais complexa e assombrosa da série, logo agora que esta ficou orfã de Moriarty, no finale. Mais: várias ideias que se podiam ter revelado brilhantes se fossem tratadas como no passado, ou seja, com alguma lógica e plausibilidade: a bengala armadilhada, o planeamento antecipado dos movimentos, o reviver da infância de Sherlock e Mycroft, a prisão isolada do mundo numa ilha remota, a repentinamente cool Mrs. Hudson com o seu carro desportivo e Iron Maiden na playlist etc. etc. O que deram todos estes ingredientes fantásticos? Uma refeição azeda, aquela que foi, de longe, a pior temporada da série, demasiado fantasiosa, mal montada - várias vezes parecem faltar cenas de ligação, como é exemplo quase chocante o final do segundo episódio (tiro) com o início do terceiro (tudo bem, move on, era um tranquilizante, já estamos noutra) ou a explosão no apartamento que passa de imediato para uma cena no barco com todos os que tinham sido afectados -, quase insultuosa para o espectador na forma como esperam colar tanta sequência impossível de ocorrer. Sim, expliquem lá como é que a maluquinha de camisa de dormir - melhor termo que arranjo para não spoilar nada a ninguém - arrastava sozinha três matulões da ilha para o cenário da revelação final. Tudo muito difícil de engolir, mal explicado - algo impensável nas restantes temporadas - e, cheira-me, com um adeus escondido naquele recordar do que a dupla já passou e, claro, na inesperada humanização de Sherlock. O tempo dirá.

domingo, janeiro 15, 2017

Madoff de Niro

sábado, janeiro 14, 2017

Quero tanto!

sexta-feira, janeiro 13, 2017

Teaser Poster S4 Nalgas

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Predestination (2014)

A montanha (internet) pariu um rato (sci-fi muito fraquinho). Que forma pateta de explorar o conceito das viagens do tempo, atirando-lhe para o meio do eterno dilema do ovo e da galinha, numa premissa tão absurda quanto previsível - não tinham passado vinte minutos e já era óbvio quem eram as personagens mistério. Narração desinteressante, conclusão sem chama ou qualquer significado relevante - foi mesmo só tentar o twist que parecia impossível -, num guião que se crê muito mais inteligente do que aquilo que realmente é. Se as viagens no tempo existirem mesmo, aproveitem para voltar atrás no tempo e dizerem a vocês mesmos para não verem esta brincadeirinha dos irmãos Spierig ("Daybreakers").

quarta-feira, janeiro 11, 2017

terça-feira, janeiro 10, 2017

Onde anda o café?

Pipocas, águas, refrigerantes, tacos, nachos, gelados, etc. etc. Encontra-se de tudo um pouco nos bares estrategicamente colocados nos espaços comuns dos cinemas para facturar algum durante os longos intervalos dos filmes em cartaz. E café? Onde anda o café? Porque é que ninguém vende café? Dava jeito de vez em quando. Principalmente agora que estão a caminho aquela cambada de filmes dos óscares que daqui a um ano estão a 1€ num caixote no Jumbo.

segunda-feira, janeiro 09, 2017

Nalgas Flash Review: 3%

domingo, janeiro 08, 2017

The King of Comedy (1982)

Comédia negra sobre o culto das celebridades e toda uma geração de comediantes de palco, "O Rei da Comédia" é uma sátira à frente do seu tempo - e daí a incompreensão geral que marcou a sua estreia em 1983 -, um tour de force de Robert de Niro no papel de um psicopata estranhamente encantador que procura, a todo o custo, os seus cinco minutos de fama (que acredita serem mais do que suficientes para o lançarem para uma carreira de sucesso). Scorsese não almeja qualquer gargalhada do público, e é essa sua ousadia de oscilar entre o drama e a farsa, o real e a fantasia - sendo a fantasia muito mais real do que a própria realidade - que tornam "The King of Comedy" uma história muito mais pertinente agora do que então. Destaque final para Jerry Lewis, naquele que foi provavelmente o melhor (e mais sério) papel da sua longa carreira. Intemporal: rei por uma noite, rei por uma vida.

sábado, janeiro 07, 2017

Nas Nalgas do Mandarim - S03E25

sexta-feira, janeiro 06, 2017

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Scream (S2/2016)

Na primeira temporada da série de terror adolescente da MTV, os guionistas resistiram a um desfecho de homenagem a Wes Craven ao bom estilo da sua famosa saga cinematográfica. O que, diga-se em abono da verdade, foi uma decisão inteligente e, dentro das escolhas possíveis, satisfatória. Ora bem, para este segundo ano, de peito cheio depois dos vários elogios inesperados que a série recebeu no ano de estreia, veio o inevitável whodunnit pateta de tão implausível que era: spoiler alert, o Billy Loomis de 2016. Pior que tudo, não contentes com a asneira que tinham feito, veio ainda um especial de Halloween para encerrar a temporada - pela segunda vez - que consegue ter uma história de fundo tão reles que nem uma casa assombrada e uma ilha deserta conseguem fazer com que o diabo alargue o inferno. O que chateia mesmo? Saber que vou atirar-me à terceira daqui a uns meses, qual voyeur quando passa por um acidente fatal na autoestrada.

quarta-feira, janeiro 04, 2017

Nas Nalgas do Mandarim - S03E24

terça-feira, janeiro 03, 2017

Blair Witch (2016)

Fã confesso que sou do original e de todo o improviso que o tornou num projecto único - relembro que não havia guião, o elenco simplesmente entrou floresta a dentro sem saber bem o que lhes esperava e sem terem qualquer linha de diálogo definida -, o anúncio inesperado deste projecto dois meses antes da sua estreia tornou este remake/sequela de Adam Wingard ("You're Next" ou "The Guest") uma espécie de jantar de aniversário da ex-namorada (que é modelo), ao qual uma pessoa é obrigada a ir porque ela agora anda metida na cama com um dos teus bons amigos (o Wingard, neste caso). Vai ser desconfortável? Sim. Mas tens sempre a esperança que ela queira matar saudades com uma rapidinha na casa de banho. Não foi o caso. Ainda piscou os olhos e lançou uns sorrisos durante os primeiros trinta/quarenta minutos para o teu lado da mesa, mas depois sentou-se no colo do novo boi (boy, desculpem) e rapidamente o festim perdeu todo o seu interesse. A simplicidade que um dia a tornou irresistível foi substituída por paletes de maquilhagem (e ela era tão linda sem makeup), bruxedo complexo e uma narrativa que se perde dentro de si mesmo, enquanto se persegue na escuridão infinita. Que ela nunca se esqueça que um dia já teve a luz de uma estrela.

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Nalgas Flash Review: Waxwork I & II

domingo, janeiro 01, 2017

Den unge Zlatan (2015)

"Becoming Zlatan" funciona infinitamente melhor como documentário do que "Ronaldo" por uma simples razão: não se molda em forma de propaganda pessoal - e muito haveria para glorificar num jogador com centenas de golos marcados em algumas das maiores equipas do planeta (Malmo, Ajax, Juventus, Inter, Barcelona, Milão, PSG ou Manchester United) - mas sim no nascimento de um personagem ímpar, uma vedeta solitária com muitos mais defeitos que virtudes, que errou dentro e fora de campo inúmeras vezes durante a sua brilhante carreira. Das cotoveladas que levaram a longas suspensões aos desentendimentos com colegas de equipa nos balneários - o internacional egípcio Mido quase lhe acertou com um par de tesouras uma vez, levando esse conflito à sua saída de Amesterdão -, o documentário da dupla de irmãos suecos Magnus e Fredrik Gertten foca-se nos primeiros anos da carreira de Ibrahimović e na sua complicada personalidade, o que acaba por ser muito mais interessante do que reviver títulos (treze campeonatos em quatro ligas de topo), golos, troféus pessoais ou casas e carros de luxo na garagem (hã, alguém falou no Cristiano?). Hora e meia a voar, sem uma única participação de Zlatan sem ser através de imagens de arquivo - o que ajuda a tornar tudo muito mais imparcial -, numa vida que daria para, no mínimo, uma mini-série. Das boas. Porque, goste-se ou odeie-se, Ibra não faz audições (Wenger queria-o num período à experiência antes de arriscar a sua compra ao Malmo, essa foi a resposta que o sueco deu quando abordado sobre o assunto) e isso torna-o único.

sábado, dezembro 31, 2016

Why DVDs and Blu-rays remain essential in the age of streaming

"A dozen years ago, it was common for film fans to wake up on Christmas morning and find a trove of DVDs under the tree. DVDs, and later Blu-Rays, were the go-to gifts from people who love movies to people who love movies. But over the past decade, as disc sales have dropped and streaming video services have displaced physical media, it’s an experience that’s become far less common: Why purchase a single movie for someone when Netflix, Amazon Prime, and a growing number of other streaming services offer libraries with thousands of films and TV shows for a monthly price less than the cost of a single new movie on disc? If you did find movies on disc under this tree this year, or if you picked up a few with holiday gift cards, count yourself lucky: Physical media remains superior to streaming in nearly every way as a technical experience. But even more than that, owning movies yourself helps build an emotional connection that’s hard to replicate with streaming." [ARTIGO COMPLETO]

sexta-feira, dezembro 30, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S03E23

quinta-feira, dezembro 29, 2016

Army of One (2016)

Gary Faulkner (Nicolas Cage) apresenta-se rapidamente ao espectador como um Dom Quixote modernizado, qual cavaleiro andante em nome de Deus numa árdua busca por Osama bin Laden. O mais estranho de tudo? Aquelas quatro palavrinhas tão irresistíveis quanto surreais que abrem o filme: baseado numa história verídica. E talvez acabe por ser essa curiosidade que tanto potencial tinha que arrasa com os planos de Larry Charles ("Borat"): "Army of One" nunca sabe se há-de ser uma sátira pura ou uma observação quase demente a uma personagem ímpar e acaba por se estatelar no meio caminho, não conseguindo mais do que arrancar uma ou outra gargalhada vazia, sem qualquer fundo político ou humano, uma sequência frustrante de cenas isoladas incapazes de formar um todo coerente, ainda para mais com o demasiado pateta Russell Brand no papel de Deus a empurrar constantemente o filme para o lamacento caminho de uma comédia demasiado vulgar para uma personagem tão rica (e alucinada) como Faulkner.